SOBRE MIM

REBECA

LEA

BERGER

Nasci em Guaratinguetá, interior de São Paulo, bem ao lado de Aparecida do Norte, cidade da padroeira do Brasil em uma família de imigrantes judeus religiosos vindos da Polônia.

Meus pais vieram para o Vale do Paraíba quando minha mãe chegou ao Brasil e eles se casaram, 16 anos antes do meu nascimento. Nasci filha temporã, depois de dois irmãos homens, que já estavam na adolescência, circunstância que fez de mim uma criança relativamente solitária.

Vejo minha infância feita de regras judaicas rigorosas em casa, visto que meus pais eram praticantes apegados às suas crenças e procedimentos, e fora de casa, na escola e com crianças amigas da rua, um ambiente absolutamente católico.

Quando passei a interpretar fatos, analiticamente, comecei a ver nestas raízes culturais – judia, caipira, vivendo em uma comunidade tão católica quanto a minha casa era judaica – a origem tanto das minhas ambivalências, quanto do meu empenho em conseguir uma acomodação interna.

Destes desconfortos mentais infantis que precisei aprender a processar sozinha resultou meu jeito intenso e ansioso de pensar os conflitos humanos em geral. Resultou também um empenho grande pelo diálogo e troca intelectual com o outro. Penso ainda, que originou em mim um gosto pela integração de ideias, culturas, teorias, tendências. A interdisciplinaridade que acabei encontrando depois de tantos anos de prática profissional da psicoterapia e na volta à universidade, responde bem a esta minha forma de solucionar conflitos internos: considerando a complexidade dos fatos da vida.

 

Entre os 13 e os 18 anos eu estava, ainda mais uma vez, dividida entre a ideologia de ir viver em Israel em um kibutz ou a valorização familiar de ir me preparar para uma faculdade.

 

Escolhi não me distanciar tanto da minha origem caipira e muito menos da minha língua portuguesa que me permitia falar muito e bem o que era uma das coisas que eu mais gostava de fazer. Escolhi deixar o kibutz e o esforço de aprender uma nova linguagem para me expressar e para entender a expressão do outro.

 

Escolhi ser uma judia brasileira e me integrar na sociedade global através da função da Psicologia.

 

Nos trinta anos que se seguiram a esta escolha primeiro completei a graduação em Psicologia na USP, que se passou entre os anos de 1968 a 1974. A época do ápice da contracultura: revolução estudantil, revolução sexual, contestação dos valores e da moral dos nossos pais, do que estava estabelecido.

 

Escolhi, na prática profissional, como modelo de trabalho psicanalítico a orientação de Wilhelm Reich, teórico discípulo (polêmico) de Freud.

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